PERGUNTAS FEITAS PARA O DIABO…. (PARA REFLETIR)

1 nov

QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 coríntios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

MEDITE NESSA MENSAGEM. VEJAM QUE FOI ELABORADA COM BASE NOS VERSÍCULOS BÍBLICOS, POR ISSO É UMA ILUSTRAÇÃO DA MAIS PURA VERDADE.

“COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO: HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES.” HEBREUS 3:7,8

 

O sistema mundano e a Igreja

24 out

Extraído do livro “Vida em um plano mais alto”, Ruth Paxson (1876-1949), Editora dos Clássicos.

Satanás tem um propósito, um projeto e um programa. Seu propósito é “ser igual ao Altíssimo”, seu projeto é estabelecer um reino em oposição ao Reino de Deus, seu programa é melhorar as condições do mundo e as circunstâncias da humanidade de modo que os homens estejam satisfeitos em permanecer como seus súditos e não tenham desejo pelo Reino de Deus.

Satanás tem sido representado na maioria das literaturas do mundo como o espírito maligno do inferno. Ele tem sido caracterizado como uma abominável criatura com chifres e cascos, revelando em tudo isso que era cruel, depravado e sujo. Mas ele é exatamente o oposto de tudo isso. Ele nunca quis ser o deus do inferno, mas o Deus nos céus. Foi o julgamento de Deus sobre sua rebelião que o fez rei do mais profundo abismo. Ele é o inspirador dos mais altos padrões desse ímpio e auto-suficiente mundo da raça humana. Seu propósito era e ainda é: ser e fazer sempre o que Deus faz. Vamos sempre ter em mente que o propósito de Satanás era destronar Deus em seu universo e nos corações dos homens e então tomar Seu lugar. Para ter sucesso na sua tentativa Satanás não deve tentar ser diferente de Deus, mas como Deus. Para inclinar os corações dos homens para ele mesmo como um soberano e atrair seus corações para ele em adoração ele precisa imitar a Deus. Para anular a obra de Cristo Satanás precisa falsificá-la o máximo possível.

Seu projeto está alinhado com seu propósito. Ele deixaria sua posição de subordinado no Reino de Deus e estabeleceria seu próprio reino. Seu fundamento seria o eu (ego). Vontade própria, amor-próprio, interesse próprio e suficiência própria constituiriam sua pedra de esquina. A ilegalidade, a revolta contra o senhorio de Deus, a irreverência, a recusa em adorar a Deus seriam a sua superestrutura.

Satanás sabia que tal projeto teria de ser protegido por um programa inteligente. Nem mesmo o homem natural se submeteria conscientemente à soberania de Satanás ou se prostraria e o adoraria. Por isso o programa de Satanás desde o princípio tem sido a ilusão. Ele tem procurado manter o homem natural satisfeito consigo mesmo e com o mundo em que ele vive. Isto não é uma tarefa fácil como ela parece ser. O espírito do homem nunca pode estar satisfeito a não ser em Deus, de quem ele veio e para quem ele foi criado. Algo no pior dos homens, em algum momento e sob algumas circunstâncias, clama por Deus. O homem vive e labuta com suor, sofrimento e dor. Seu espírito, alma e corpo clamam pro libertação da carga de intolerância.

À luz desse conhecimento Satanás armou um programa inteligente. Ele uniu todos os seus súditos e uma enorme federação mundial para a reforma e melhoria do mundo. Isto seria alcançado através de um plano cuidadosamente elaborado para a promoção da educação, cultura, moralidade e paz sobre a terra. Os relacionamentos humanos – internacional, civil, social, familiar e pessoal – estão inegavelmente em uma terrível confusão, mas através de conferências de paz, alianças de nações e organismos internacionais os desajustes poderiam ser corrigidos; através dos movimentos de educação em massa e programas de serviço social surgiria um novo pensamento que promovesse a autocultura e a auto-repressão, a guerra civil dentro da própria personalidade do homem teria fim, resolvendo todos os conflitos.

Seu programa precisa prover a perfeita satisfação da alma e do corpo do homem para que seu espírito possa ser mantido em trevas. Assim seu programa inclui todas as coisas concebíveis que possam servir para recreação, conforto, benefício e satisfação no âmbito físico, intelectual, afetivo, estético, moral e até mesmo na natureza religiosa do homem.

A terra está amaldiçoada, mas Satanás precisa fazer o que puder para remover [ou camuflar] os efeitos da maldição. O homem nunca estará satisfeito a menos que a terra seja o mais confortável e prazeroso lugar de se viver. Desse modo, o plano de Satanás é tornar este mundo muito atrativo e então organizar a sociedade humana para que possa estar tão ocupada com suas atividades e prazeres que os homens não pensarão em Deus. Satanás dopa o homem com o palpável e transitório e assim os separará do celestial e eterno.

Esta vasta federação de espíritos malignos e homens maus está organizada em um sistema astuto do qual Satanás é o espírito governante. Ele determinou seus princípios, dirige suas políticas, decide sobre seu programa e trama sua propaganda. Esse sistema satânico é o mundo. A Palavra de Deus resume tudo em uma frase: “o mundo jaz no maligno” (I Jo 5:19). [Satanás governa o comércio, a ciência, a educação, as artes, a justiça, a política e todas as demais manifestações do sistema do mundo. Todos esses sistemas trabalham em prol do ápice do reino de Satanás] 

A atitude desse sistema, o mundo, para com Jesus, é um ódio absoluto. [O sistema mundano incentiva qualquer religiosidade, desde que ela retire Jesus de sua posição de Senhor. Não se opõe quando os homens fazem isto com palavras vazias, mas quando o Senhorio de Cristo torna-se uma prática na vida do homem. Se alguém vive sob o senhorio de Cristo, o mundo torna-se seu inimigo declarado.] 

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” (João 15: 18-19)

“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17: 14-16)

“Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (I João 2: 15-17)

O propósito de Deus em Cristo é chamar os homens para fora do mundo; para libertá-los do amor por ele, para crucificá-los para o mundo e o mundo para eles.

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. (Gal. 6:14);

Do ponto de vista de Deus o mundo e a Igreja são totalmente opostos. O mundo é uma vasta organização de toda a massa de seres humanos incrédulos que estão debaixo da liderança de Satanás. [Muitos deles se dizem seguidores de Jesus (Mat. 7:21-23)] . A Igreja é um organismo invisível de todos os verdadeiros crentes que estão debaixo do Cabeça, Cristo. [A Igreja não é uma instituição humana. Do ponto de vista humano ela é invisível. Seus membros estão arrolados nos Céus e não nos livros dos homens (Heb. 12:23)] Estes dois estão em conflito na Terra e se opõem um ao outro. Quando o trabalho da Igreja estiver completado, Jesus virá outra vez para tomar Sua propriedade para Si mesmo e estabelecer seu Reino sobre a Terra. Satanás será julgado e lançado no lago de fogo e enxofre e viverá uma eternidade sob tormento, juntamente com todos que fizeram parte de seu reino. Aos que viveram sob o senhorio de Jesus, herdarão uma eternidade em que Deus será tudo em todos.

Nota: As observações em [ ... ] são de autoria do site.

O cristão e a proposta do mundo

24 out

Satanás, de forma obstinada, sempre trabalha para impedir o testemunho do povo de Deus.
Transformou-os em escravos de Faraó no Egito, que tipifica a opressão do mundo e de seu príncipe.
Deu-lhes muitas ocupações para que não tivessem tempo para comunhão com Deus.
Rugiu ferozmente quando Moisés anunciou o resgate que Deus operaria… e aumentou a opressão.
Sabendo que não podia lutar contra Deus, usou Janes e Jambres para imitarem os sinais divinos.
Para que, através da confusão, pudesse impedir o avanço da obra do Senhor.
Imitou por algumas vezes, mas falhou quando a essência da autoridade divina era exigida.
E seus servos exclamaram: “Isto é o dedo de Deus” (Ex. 8: 16-19). 

Obstinado, passou a permitir que o povo adorasse a Deus, desde que este ficasse no Egito (Ex: 8:25). 
Opondo-se a uma separação entre o povo de Deus e o mundo. Uma tática eficaz para seus projetos.
Depois tentou conciliar, permitindo que o povo saísse, desde que não fosse longe (Ex. 8:28).
Ao ver-se acuado, passou a exigir que os filhos ficassem no Egito (Ex. 10: 8-9).
E ainda que o povo fosse, mas que seus bens ficassem no Egito, a serviço de Faraó (Ex. 10:24).
Mas o chamado de Deus foi claro: Um caminho de três dias para longe do Egito (Ex. 3:18).
A travessia do Mar Vermelho, num claro rompimento com tudo que pertencesse ao Egito.
O caminho pelo deserto, onde Deus seria tudo em todos. E o destino? Além do Jordão… Canaã. 

Três mil anos se passaram, mas Satanás usa as mesmas armas… agora contra o Corpo de Cristo na terra.
Mas o propósito de Deus é o mesmo: Um povo seu… separado… santo…(I Pe 2: 9; II Cor 6:17) 
Satanás usa o mundo para sufocar o tempo e os valores de quem professa seguir a Cristo.
Fazendo com que muitos sejam cristãos de mente e pagãos de comportamento.
Aquele que segue a Cristo está morto para o mundo e o mundo morto para ele (Gal. 6:14).
O mundo escolheu a Barrabás e mandou Jesus à Cruz…e oferece o mesmo a quem, de fato, segue a Cristo.
O cristão mostra-se infiel a Cristo na mesma proporção que tem comunhão com o mundo.
A sensibilidade viva da natureza divina, presente em seus servos, recua perante a manifestação das trevas.
O mundo é tudo aquilo que não é do Pai (I João 2: 15-17). 

O recurso usado pelos magos do Egito, a imitação, é, ainda hoje, uma das armas mais eficazes de Satanás.
Formando um batalhão de pessoas professando fé, mas com práticas traidoras ao Evangelho.
Cheios de doutrinas, “tendo aparência de piedade, mas negando sua eficácia” (II Tim 3:5).
“Que aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.” (II Tim 3:7).
“E como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade… 
sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (II Tim 3:8).
Transitando no meio da igreja, convencem a muitos que não é necessário ir muito longe do mundo…
Tentando servir a dois reinos, são mestres que encontram muitos para lhes dar ouvidos (II Tim 4:3)…
Normalmente seus filhos não escapam das garras do inferno e seus bens servem para nutrir o reino inimigo. 

Se não estamos dispostos a ir longe, é melhor não partirmos. A saudade do Egito virá (Num. 11: 4-5).
E o maná do céu (Jesus) nunca nos satisfará plenamente (Num. 11: 6).
Satanás obteve forte êxito em aliciar as multidões professas.
O cristianismo atual reflete a realidade do sentido da palavra Laodicéia, que é “a opinião da maioria”…
Ou a de Pérgamo, que é “casamento com o mundo”.
Mas o Senhor tem reservado um povo assentado nas regiões celestiais em Cristo (Ef. 2:6)…
Que ama e busca as coisas do alto e rejeitam as que são da terra (Col. 3: 1-2)…
Que está com suas lâmpadas acesas aguardando a volta do noivo. Aleluia! 

Este texto foi inspirado no livro “Notas sobre o pentateuco, Estudos sobre o livro de Êxodo, C H Mackintosh, Edt. Depósito de Literatura Cristã”.

A cruz: Um estilo de vida

24 out

Este texto abaixo foi sintetizado de um escrito de Madame Guyon, por volta do ano de 1685.
Esta mulher teve uma vida de muitos e terríveis sofrimentos, mas deixou um legado de fé, dependência e amor profundo pelo Senhor.
Ao Meditar nessas palavras, é fácil relacioná-las com muitos textos bíblicos, bem conhecidos de todos nós.

Se você está empenhado em seguir em direção às regiões celestiais…
Precisa saber que tempos de sequidão o esperam.
Seja paciente nos tempos de aridez…
Permita as transformações que Deus deseja operar em você.
Que faria você se Ele te pedir para que gaste sua vida a esperá-lo?
Como se conduziria se este for o quinhão que o Senhor tem para o resto de sua vida.
Espereria Nele em um espírito humilde?

Você precisa crer que todas as circunstâncias de sua vida…
Tudo, sim, o que quer que lhe aconteça (exceto as colheitas da desobediência)…
É exatamente aquilo que você necessita.
Uma vez que creia nisto…
Receberá com gratidão todas as coisas.
Uma vez tenha feito esta doação de si mesmo, não poderá tomar de volta.
Uma dádiva presenteada não mais pertence ao doador.

Uma vez alcançado isto, precisa continuar firme e inabalável.
Uma coisa é chegar a este ponto; outra é permanecer nele.
Não ouça a voz de seu raciocício natural.
O Senhor te dará graça para permanecer assim!
Expulsando todos os cuidados!
Pondo de lado seus desejos!
Perdendo sua própria vontade na vontade de Deus.
Mergulhando nas profundezas da vontade divina e ficando retida aí para sempre.
Ficando indiferente para consigo próprio.

O resultado dessa atitude trará a um ponto maravilhoso.
Você se tornará livre para unir-se à vontade de Deus.
Você desejará somente o que Ele deseja desde a eternidade!
Esquecerá seu passado e deixará seu futuro nas mãos divinas.
Devotando todo seu presente ao Senhor.
Tendo um gozo por ter o plano eterno de Deus em você.

O Senhor Jesus amou a Seu Pai no Monte Tabor, onde foi transfigurado.
Mas o amou também no Calvário, onde foi crucificado.
Você precisa aprender a amar a cruz.
Quem não ama a cruz, não ama a Deus.
É impossível amar ao Senhor sem amar a cruz.
Deus nos da a cruz, e então, a cruz nos dá a Deus.

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MADAME GUYON (1648-1717)

Jeanne-Marie Bouvier de la Motte-Guyon nasceu na França, em 1648, e foi educada em conventos e desde pequena demonstrou desejo de ser fiel ao Senhor. Mas, por ser muito bonita e por ser atraída pelo mundo, muitas vezes esqueceu suas promessas de fidelidade a Jesus.
Casou-se com um homem inválido, 22 anos mais velho que ela, em 1664. Isso levou-a a buscar comunhão íntima com Deus. Em 1668, teve a plena experiência do amor de Cristo. Depois disso perdeu o interesse pelas coisas mundanas e gastava seu tempo em oração. Em 1970, foi vítima da forma mais virulenta de varíola, que destruiu sua beleza. “Mas a devastação exterior foi contrabalançada pela paz interior”, ela testemunhou.Até 1676, sofreu a perda de filhos, do marido, do pai e de uma grande amiga. Porém, tudo isso serviu apenas para que ela aprofundasse sua experiência com Deus. De 1674 a 1680 ela perdeu a presença de Deus, aprendendo, então, a andar por fé, não por sentimentos. Após isso, levou muitos à regeneração e a experiência da “morte do ego”. O grande número de pessoas que, após ter contato com Madame Guyon, deixaram o mundanismo, o pecado e se consagraram a Deus despertou o ciúme de líderes católicos e mestres mundanos, que passaram a perseguir Guyon, Fénelon e La Combe, membros do clero católico que receberam sua ajuda.Embora muito popular e admirada por muitos membros influentes na corte seus pontos de vista logo foram suspeitos de heresia, foi consequentemente, perseguida e aprisionada várias vezes. Manteve uma enorme correspondência e seus trabalhos preencheram quarenta volumes. Seus escritos mais famosos foram Um Método Muito Curto e Fácil de Orar e sua Autobiografia.Foi denunciada como perigosa e seguidora de Molinos (aprisionado na mesma época, por escritos similares). Em conseqüência, foi presa e permaneceu na prisão por meses. O rei Luís XIV pediu pessoalmente ao Bispo Bossuet, o maior e mais famoso eclesiástico da França, que a examinasse. Este “exame” se transformou numa inquisição mental. Bossuet, a mente mais poderosa da França, achava estar lidando com uma mulher tola. Bossuet encontrou uma pessoa à sua altura, ou até melhor que ele. As conclusões de Bossuet a respeito desta mulher “perigosa” levaram Luís XIV a prender Jeanne Guyon, sem ao menos inquiri-la ou notificá-la a respeito. Mesmo com seu escritos condenados pelo alto clero católico, Madame Guyon continuou seus ensinamentos e por isso foi detida quatro vezes, a última das quais por quatro anos (1694-1702). Escreveu cerca de sessenta obras e compôs poemas e hinos como: “Eu amo o Senhor, mas não com meu amor” e “Longo mergulho na Aflição”. Escreveu cartas para católicos e protestantes na França, Holanda, Alemanha e Inglaterra.

Em 1702 foi banida para Blois, onde passou o resto da sua vida a serviço do Senhor. Em 1717, aos 69 anos, faleceu, em perfeita paz.

Seus escritos como “Torrentes Espirituais”, “Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo” e “Experimentando Deus através da Oração”, cheios de realidade espiritual, influenciaram grandemente homens como o Arcebispo Fénelon, John Wesley e Watchman Nee.

Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.

Sua autobiografia, escrita especialmente para atender à insistência de seu mentor, o padre La Combe, é notoriamente reconhecida como um dos maiores clássicos cristãos. Em vários livros encontramos menções dispersas desta autobiografia e de seus escritos, tentando resumir sua vida e obra.

Como ela ressaltou: “Espero que o que escrevo não seja visto por ninguém que possa ofender-se com isso, ou que não esteja em condição de ver estes assuntos em Deus”.

PENSAMENTOS DE MADAME GUYON

“A maioria dos cristãos não percebe que é chamada para uma relação mais profunda, interior, com o seu Senhor. Mas todos nós fomos chamados às profundezas de Cristo, tão certo como fomos chamados para a salvação”.

“A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí, a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo ai ,a torrente não torna-se totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus.”

“Ao aproximar-se do Senhor, em oração, tenha o coração pleno de amor puro, um amor que nada procura para si próprio. Tenha um coração que nada retira do Senhor, mas que apenas quer agradá-Lo e fazer a sua vontade.”

“Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença.”

“Ó, que tu possas compreender a profundidade deste mistério e aprender os segredos da conduta de Deus, revelados às criancinhas, mas ocultos aos sábios e grandes deste mundo, que se consideram os conselheiros do Senhor, e capazes de investigar Seus métodos, e supõem que obtiveram essa divina sabedoria, oculta aos olhos de todos aqueles que vivem em si mesmos e estão envoltos em suas próprias obras. Quem, por um vivo engenho e elevadas faculdades, sobe ao Céu e pensa compreender a altura, profundidade e largura de Deus?”

“Ó Tu, Manancial de Amor! Pareces de fato tão zeloso pela salvação dos que tens comprado que preferes o pecador ao justo! O pobre pecador, que se vê vil e miserável, é, por assim dizer, forçado a detestar-se a si mesmo; e, vendo que seu estado é tão horrível, ele se lança, em seu desespero, nos braços de seu Salvador, mergulha na fonte de cura e sai dela ‘branco como a neve’”.

“Jesus Cristo foi o primeiro a entrar nessa experiência. Foi o Chefe de todos os abandonados, mas não esteve isento do cativeiro. Portanto, é impossível que tu estejas isento. Lembra-te sempre de que agradou-Lhe sair de todos os deleites que estavam ocultos no seio de Seu Pai para fazer-se o mais cativo de todos os homens. Lembra-te também que faz muito tempo que os patriarcas hebreus seguiram a mesma senda. Alegria, deleites… e cativeiro! Os primeiros crentes da nova aliança vieram e seguiram a ordem dos patriarcas e de seu Modelo divino, Jesus Cristo. Mas tu perguntarás: “Por que todos temos de passar por esse caminho? É para que todos cheguemos ao ponto da infelicidade?” Claro que não. O gozo é uma promessa na terra de Abraão, uma terra que está lá, além do cativeiro. Que terra é essa? Essa terra é possuir a Deus! Mas, ah, quanto há por fazer a fim de possuir essa terra! Há sofrimento que temos de conhecer!”

“Não se diz que não haja que atuar, senão que há que atuar em dependência do movimento da graça; a alma deve deixar-se mover pelo Espírito vivificante que há nela”.

“Não se trata de apartar-se do mundo, há que apartar-se de si mesmo”.

“Há que deixar que os homens pensem de nós o que queiram; não há que agradar os homens, senão a Deus”.

“A paz com Deus só pode ser perfeita mediante a total renúncia. Esta paz nos dá paz conosco mesmo e com o próximo”.

“A oração é o alimento da alma; quando nos privamos dela por nossa culpa, nos fazemos padecer fome a nós mesmos”.

“Sou um passarinho, sem campos, sem ar
Na minha gaiola sento-me a cantar
Para Quem aqui me aprisionou.
Bem satisfeito prisioneiro sou
E assim, meu Deus, quero Te agradar.

Aqui, nada tendo para realizar,
Todo o longo dia só posso cantar.
As minhas asas Ele amarrou,
Mas o meu canto muito O agradou,
Ainda Se curva pra me escutar.

Tu tens paciência para me escutar,
E um coração pronto para a mim amar.
Gostas de ouvir meu rude louvor
Pois sabes que o amor, quão doce amor!
Inspira todo esse meu cantar.

Preso na gaiola não posso sair,
Mas minha prisão não pode me impedir
A liberdade do coração
Que sempre voa em Tua direção,
Minh´alma livre, a Ti vai se unir.

Oh! Que gozo imenso poder me elevar
Para as alturas a Ti contemplar.
Tua vontade e desígnio amar
Minha alegria neles encontrar,
Livre, em Teus braços me aconchegar”.

A Noiva e o Amado

24 out

Por: Rei Eterno

E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.
Apoc. 21: 1-4

Eu…
Quem era eu?
Bem, eu estava perdida, ferida e suja.
Não havia em mim nada de bom, nenhuma justiça, qualquer razão para que Ele olhasse para mim.
Mas…
Ele me olhou e me amou com amor eterno. E esse amor o fez vir ao meu encontro, desceu ao meu mundo, ao mundo que Ele criou, mas que não o conheceu.
Esse amor o fez dar a própria vida por mim.
No início… Bem, no início fui atraída por suas palavras. Elas me consolavam e me transmitiam vida. Percebi o quanto estava morta.
Pensava, então, o que Ele viu em mim? Na verdade, Ele não viu nenhuma pureza, nenhum traço de santidade.
Não conseguia compreender este amor, a sua altura e profundidade. Mas este amor me faz amá-lo. Entendi que Ele me amou primeiro.
Esse amor me fez desejar servi-lo e agradá-lo.
Abandonei a minha velha vida, os meus pecados confessei e lhe supliquei o perdão.
Ele me falou de uma cruz. Disse que havia uma reservada para mim e que eu devia tomá-la voluntariamente e nela morrer.
Ele me perdoou, deu-me uma nova vida, vestiu-me com vestes brancas lavadas em seu próprio sangue. Colocou dentro de mim um novo coração.
Fez comigo uma aliança.
O seu pedido de casamento foi escrito com sangue gravado em um madeiro.
Eu lhe disse sim.
Mas, então, Ele se ausentou.
Disse que voltaria depois.
Chegaria no dia casamento.
Eu me entristeci. Disse a Ele: Quem irá me consolar, Amado de minha alma?
Ele enviou um amigo a quem chamou de Outro Consolador.
Em pouco tempo aquele Consolador passou a ser meu amigo também.
Na longa espera por meu Amado, o Consolador muitas vezes me animou, enxugou minha lágrimas, deu-me coragem para enfrentar as lutas e forças para esperar por meu Amado.
O Consolador revela ao meu coração a vontade de meu Amado e me capacita a cumprir esta vontade.
Ele é, sem dúvida, um grande amigo.
Na longa espera pelo meu Amado, o mundo tem se levantado contra mim, na tentativa de me fazer desistir de esperá-lo.
Com o passar do tempo, outras surgiram dizendo-se noivas do meu Amado. Fiquei confusa. Poderia meu Amado casar-se com outra?
Mas Ele me consolou…
- Amada minha, nunca te deixarei, nem te abandonarei, nem me confundirei, pois tu és a única vestida de vestes brancas de linho puro (Apoc. 19: 7-9); tu não possuis rugas, qualquer mácula ou coisa semelhante (Ef. 5:27). E tu, ó amada, és a única que anseia por minha volta. Tu és aquela que sempre me diz: vem !! (Apoc. 22:17)
Ao ouvir estas palavras, meu coração ficou em paz.
Enquanto ainda espero pelo meu Amado, vou sendo adornada, preparada para o grande dia: As bodas do Cordeiro. Dia em que verei a face do meu Amado e estarei com Ele por toda eternidade, louvando-o com todo meu amor.
Quem sou eu?
Sou a noiva.
Hoje me chamam de Igreja.
“Sou do meu Amado e meu Amado é meu”
Sou a noiva a espera do Amado.

“E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia:
Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 
E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. 
E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”. 
Apoc. 19: 5-9

13 out

SERÁ O CATOLISMO ROMANO UMA INSTITUIÇÃO CRISTÃ

Destruindo Fortalezas

8 out

Sammy Tippit

Os traços de personalidade são neutros. Porém, quando submetidos ao controle do Espírito de Deus, tornam-se qualidades de caráter incrivelmente maravilhosas. A força de vontade, sob a influência da “carne”, torna-se teimosia. Entretanto, quando essa mesma força de vontade se rende ao controle do Espírito Santo, ela se transforma em determinação. 

Quando estão fora do controle de Deus, esses traços de personalidade nos impedem de ser do jeito que Deus nos criou. Sempre ouvimos: “Ele é igualzinho ao pai”, ou “Ela é a cara da mãe”. Isso pode indicar uma semelhança positiva ou pode indicar uma necessidade profunda na vida dessa pessoa. Com o tempo, algumas dessas características negativas podem se tornar fortalezas espirituais. 

Quando Paulo escreve à igreja em Corinto, ele fala dessas fortalezas na vida cristã: … não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo. (2 Co 10.3-5) 

Quando Paulo escreveu essa passagem, ele usou figuras que eram familiares ao seu contexto. Os romanos frequentemente atacavam fortes cilicianos construídos por piratas. A palavra fortalezas, usada por Paulo nesse texto, foi a mesma palavra usada para os fortes construídos pelos piratas para roubar e pilhar o povo (Estudo Vincent de Palavras no Novo Testamento). Uma fortaleza espiritual é um padrão de pensamento, emoção ou ação que permite que o grande ladrão “Satanás” roube, assalte e pilhe nossa vida. Impede-nos de alcançar um conhecimento íntimo de Deus e de fazer a sua vontade. Quando vemos tal padrão em nossa vida ou família, precisamos reconhecer que estamos em uma batalha espiritual. Devemos, então, aprender a orar de acordo. 

Tipos de fortalezas 

Geralmente, permitimos que fortalezas se ergam em três áreas de nossa vida. Quando nutrimos pensamentos errados por um longo tempo, surgem fortalezas mentais. Quando praticamos com insistência um comportamento errado, esses maus hábitos vão evoluir para fortalezas espirituais. Quando abrigamos sentimentos doentios, eles formam fortalezas emocionais. Quando permitimos que os maus hábitos, os maus pensamentos ou as emoções doentias se tornem fortalezas, o resultado é o mesmo. Elas nos privam de um relacionamento íntimo com Deus. 

Durante a criação de nossos filhos, frequentemente vemos fortalezas em sua vida. Na realidade, costuma ser muito mais fácil perceber os fortes que os “piratas” espirituais construíram no coração deles do que reconhecer as fortalezas em nossa própria vida. Deus nos dá a responsabilidade de orar por nossos filhos quando percebemos fortalezas neles. No entanto, temos uma responsabilidade ainda maior de identificar e destruir as fortalezas em nós mesmos. Devemos aprender a discernir quando uma fortaleza está se levantando em nosso coração e mente. Geralmente, levam-se anos para construir uma. Dessa maneira, pouco a pouco a fortaleza vai se tornando parte de nossa vida diária e, portanto, muito difícil de reconhecer. 

Desenvolvimento de fortalezas 

Se pretendemos identificar as fortalezas em nossa vida, precisamos saber como e onde elas se originam. As fortalezas, normalmente, se iniciam de três maneiras diferentes. Primeiro, elas podem ser herdadas como defeitos que são passados pelos pais, avós e gerações anteriores. Segundo, podemos permitir a construção de fortalezas quando nos conformamos com os padrões de pensamento do mundo em vez de permitir que nossas mentes sejam “conformadas à imagem de Cristo”. Terceiro, podemos permitir a construção de fortalezas por meio das nossas escolhas. 

Muitas vezes, vemos as fortalezas que são herdadas durante os primeiros anos da infância. Esse é o período de vida em que estamos mais aptos a discernir esse tipo de forte espiritual na vida de nossos filhos e netos. Devemos aprender a orar por eles e a orientá-los para que superem os padrões que estão em oposição ao conhecimento de Deus. Se nunca lidarmos com esses padrões, um dia colheremos uma safra inteira de fortalezas que os piratas espirituais construíram. 

Todos nós nascemos com a natureza de Adão. Portanto, cada um de nós herdou uma inclinação natural a coisas erradas. Quanto mais permitimos que esses pecados façam parte de nossa personalidade, maior se tornará a fortaleza em nossa vida. Adão passou sua natureza de desobediência a seu filho Caim. O fruto dessa fortaleza foi que Caim matou seu irmão Abel. À medida que a humanidade se espalhou pelo mundo, o fruto do pecado de Adão se espalhou com a mesma rapidez. Podemos facilmente ver esse fruto em nossa vida e na vida de nossos filhos. É por isso que devemos orar para que conheçam a Cristo. Ele é o Homem Forte que tem a capacidade de destruir as fortalezas estabelecidas em nosso coração. 

Além das fortalezas que herdamos dos pais, existe uma segunda origem de fortalezas: o mundo. Vivemos num sistema mundial que tem uma filosofia contrária à Palavra de Deus. A Bíblia nos diz: “E não vos conformeis com este século [mundo], mas transformai-vos pela renovação da vossa mente…” (Rm 12.2). 

Estamos mais suscetíveis a ter esse tipo de fortaleza construída em nossa vida durante os anos da adolescência. Durante a infância, a família é a entidade mais importante em nossa vida. No entanto, os amigos passam a substituir a importância da família durante os anos da adolescência. Esse é um período extremamente difícil para os jovens. Um dos motivos para isso é que é uma época de transição. Os jovens começam a descobrir no que eles realmente acreditam. Os colegas os pressionam sempre para que se conformem com padrões que são contrários aos princípios bíblicos. 

Quando nossos filhos saíram de casa para fazer faculdade, vimos suas lutas para descobrir o que realmente criam. Nós já havíamos lhes ensinado as verdades bíblicas durante seus primeiros anos. Porém, passaram por um período em que foram seduzidos pelo modo de pensar “do mundo”. Foi um momento delicado na vida deles. Minha esposa e eu acompanhamos suas tentativas de encontrar seu próprio caminho nesse período crítico. Sabíamos que a oração não era apenas uma opção; era uma necessidade absoluta. Eles chegaram a andar por caminhos errados, mas tenho certeza de que Deus usou nossas orações para trazê-los de volta a praias seguras. 

Em cada período da História, surge um novo sistema de pensamento que entra em conflito com os princípios de vida divinos. A inclinação natura da juventude é provar do “novo fruto” que seus pais já conhecem, por ter a mesma “velha raiz” de pensamento: aquele que é contrário aos ensinamentos bíblicos. É por isso que Paulo disse à igreja de Corinto para que levassem “… cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Cor 10.5). 

Portanto, primeiro devemos nos certificar de que não nos apegamos a nenhum processo intelectual ou filosofia que difere da Palavra de Deus. Depois, devemos orar por nossos filhos e netos para que Deus lhes dê sabedoria e discernimento para separarem o certo do errado e a verdade das mentiras. 

Uma última origem das fortalezas que podemos permitir que Satanás construa em nossa vida são as nossas escolhas. Fortalezas herdadas são mais facilmente construídas e percebidas durante a infância, enquanto as fortalezas da “época” são normalmente construídas durante a juventude. Contudo, Satanás constrói fortalezas em nossa vida mais frequentemente por meio das decisões que tomamos. A maioria é construída no decorrer de um longo período. São construídas dia após dia, semana após semana e ano após ano. Tomamos decisões diárias que determinam em que tipo de pessoa nos tornamos. 

Toda vez que tomamos uma decisão moral errada, é como se estivéssemos permitindo que um pirata colocasse mais uma pedra no forte. Essas fortalezas são normalmente construídas durante a vida adulta. Ninguém precisa conviver com piratas. Todos temos decisões a tomar. Podemos escolher obedecer à Palavra de Deus e trazer cativo todo pensamento à obediência à Palavra de Deus ou podemos escolher permitir que os fortes continuem a ser construídos em nosso coração. 

Armas para demolir fortalezas 

Todos temos importantes decisões de vida a fazer. Essas decisões determinam nossa eficiência em derrubar as fortalezas mencionadas na Bíblia. Deus nos deu a capacidade de destruir qualquer forte que o pirata mais poderoso já tenha construído em nossa vida. Ele nos dá armas que são “poderosas em Deus para destruir fortalezas” (2 Co 10.4). A primeira arma talvez seja a mais poderosa que você irá utilizar em toda sua vida: a oração. A oração é a grande tarefa à qual todo cristão foi chamado. Oswald Chambers escreveu: “A oração não nos equipa para as ‘obras maiores’. Ela é a maior obra de todas”. 

A Bíblia declara claramente o propósito eterno de Deus para nossa vida: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho…” (Rm 8.29). O desejo do coração de Deus é que nos tornemos iguais a Jesus. Quando a paixão de nossa vida se alinha com a paixão do coração dele, podemos nos colocar de lado e ver Deus fazer coisas extraordinárias. Ele transforma o negativo em positivo, erros em acertos e fortalezas ocupadas por piratas em templos cheios do seu Espírito. 

Isso nos leva à segunda arma de nossa guerra: o Espírito Santo. A oração nos dá acesso ao trono de Deus onde ele mantém todo poder e autoridade. O Espírito Santo é parte da natureza trinitária de Deus que habita em cada cristão. Ele transporta o poder do céu ao nosso coração para sermos conformes à imagem de Cristo. O apóstolo João escreveu: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4.4). 

Muitos anos atrás, um grande pregador proclamou o Evangelho, e uma jovem entregou seu coração a Cristo. Ao término da reunião, o pregador perguntou à jovem: “O que você fará quando o diabo bater na porta do coração?” A jovem parou e pensou antes de responder: “Eu acho que só vou pedir para Jesus atender a porta”. 

Ela compreendeu uma grande verdade bíblica. A vitória não está no nosso poder, mas no poder daquele que vive em nós. Ele é nossa força. Ele é nossa fortaleza. Ele é a rocha da nossa salvação. Ele é aquele que nos leva a vencer. 

A oração nos dá acesso ao trono de Deus e nos permite tomar posse do poder e da autoridade de Cristo. O Espírito Santo habita em nós e nos dá poder para demolir as fortalezas. A oração libera o Espírito Santo para nos tornar iguais a Cristo. 

Levar cativo todo pensamento 

Paulo, o grande apóstolo, escreveu: “… não vos conformeis com este século [mundo], mas transformai-vos pela renovação da vossa mente..”. (Rm 12.2). Todos temos acesso a tudo de que precisamos para demolir todas as fortalezas. Contudo, ainda temos uma escolha a fazer. Devemos levar cativos todos os pensamentos à obediência de Cristo. 

Quando escolhemos colocar nossa vida à disposição de Deus por meio da oração e do poder do Espírito Santo, ele renova nossa mente e reaviva nosso coração. Tornamo-nos mais parecidos com Cristo. E à medida que vemos a vitória em nossa vida, a fé vai soprar sobre nós como uma brisa gentil num dia quente e sufocante, renovando nosso coração e vida. 

O coração reavivado vai, então, orar por aqueles que estão ao seu redor. Maridos e esposas, filhos e pais, irmãos e irmãs, e tios e tias vão sentir o impacto das fortalezas sendo demolidas e dos fortes sendo destruídos. Começaremos a perceber que Deus é capaz de desfazer as fortalezas em nossa vida, e isso nos dará fé para confiar nele para fazer o mesmo no coração daqueles a quem tanto amamos. Quando nos voltamos a Deus em oração, descobrimos que sua força se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2 Co 12.9), e as paredes das fortalezas ruirão.

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