“Outro Evangelho”

1 nov

“Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis”. (2Co 11:4)

Satanás não é um inovador, mas um imitador. Deus tem seu Filho unigênito – o Senhor Jesus. Tal qual Satanás tem “o filho da perdição” (II Tessalonicenses 2:3). Há uma Santa Trindade? Há de igual modo uma trindade do mal (Apocalipse 20:10). Lemos sobre os “filhos de Deus”? Do mesmo modo lemos também sobre “os filhos do maligno” (Mateus 13:38).

Deus opera nestes que foram citados de modo a determinar e fazer a Sua vontade? Então somos informados que Satanás é “o espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Há o “mistério da piedade” (I Timóteo 3:16)? Há também o “mistério da injustiça” (II Tessalonicenses 2:7). Aprendemos que Deus através de Seus anjos “assinala” os Seus servos nas suas testas (Apocalipse 7:3)? Assim também aprendemos que Satanás através de seus agentes assinala nas testas os seus devotos (Apocalipse 13:16).

É-nos dito que “o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2:10)? Então Satanás também provê suas “coisas profundas” (grego de Apocalipse 2:24). Cristo faz milagres? De igual modo Satanás também pode fazê-los (II Tessalonicenses 2:9). Cristo está sentando sobre um trono? Também Satanás o está (Apocalipse 2:13). Cristo tem uma Igreja? Então Satanás tem a sua “sinagoga” (Apocalipse 2:9). Cristo é a Luz do mundo? Então o próprio Satanás “se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11:14). Cristo designou “apóstolos”? Então Satanás tem seus apóstolos também (II Coríntios 11:13). E isto nos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”.

Satanás é o maior dos falsificadores. O Diabo está agora ocupado em trabalhar no mesmo campo no qual o Senhor semeou a boa semente. Ele está buscando evitar o crescimento do trigo através de outra planta, o joio, o qual é muito próximo do trigo em aparência. Em uma frase: por meio da falsificação ele está buscando neutralizar a Obra de Cristo. Por essa razão, como Cristo tem um Evangelho, Satanás tem um evangelho também; sendo este uma astuta falsificação do primeiro. O evangelho de Satanás se parece tão proximamente com aquele que ele imita, que multidões de não salvos são enganadas por ele.

É a este evangelho de Satanás que o apóstolo se referia quando disse aos Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:6-7). Este falso evangelho estava sendo proclamado já nos dias do apóstolo, e a mais terrível maldição foi proclamada sobre aqueles que o pregam. O apóstolo continua: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.

O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual a raça humana deve ser considerada como uma grande “irmandade”. Ele não procura deprimir o homem natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para “o melhor que está em nosso interior” – Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em nascer novamente.

Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é “Seja bom e faça o bem”; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus – o caráter como fruto da salvação. São muitas as suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz1 estão todos empenhados (talvez inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás – a salvação pelas obras. O cartão da seguridade social substitui Cristo; pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o retorno do Príncipe da Paz.

Os apóstolos de Satanás não são donos de bares ou traficantes de mulheres, mas são em sua maioria ministros do evangelho legalmente ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas conseqüências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao invés de alertar seus ouvintes para “escaparem da ira futura”, fazem de Deus um mentiroso ao declarar que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao tormento eterno. Ao invés de declarar que “sem derramamento de sangue não há remissão”, eles meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a “seguir os Seus passos”. Deles é preciso que seja dito: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). A mensagem deles pode soar muito plausível e seu objetivo parecer muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13-15).

Somando-se ao fato de que hoje centenas de igrejas estão sem um líder que fielmente declare todo o conselho de Deus e apresente Seu meio de salvação, também temos que encarar o fato de que a maioria das pessoas nestas igrejas está muito distante de conseguir descobrir a verdade por si mesma. O culto doméstico, onde uma porção da Palavra de Deus era costumeiramente lida diariamente, é agora, mesmo nos lares de Cristãos professos, basicamente uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito e não é lida no banco da igreja. As demandas desta era agitada são tão numerosas, que multidões têm pouco tempo, e ainda menos disposição, para fazer uma preparação para o encontro com Deus. Por essa razão, a maioria, aqueles que são negligentes o bastante para não pesquisarem por si mesmos, são deixados à mercê dos homens a quem pagam para pesquisar por eles; muitos dos quais traem a verdade deles, por estudar e expor problemas sociais e econômicos ao invés dos Oráculos de Deus.

Em Provérbios 14:12 lemos: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é a Ilusão do Diabo – o evangelho de Satanás – um caminho de salvação através da realização humana. É um caminho que “parece direito”, o qual, é preciso que se diga, é apresentado de um modo tão plausível que ganha a simpatia do homem natural; é pregado de forma tão habilidosa e atrativa, que se torna recomendável à inteligência dos seus ouvintes. Por incorporar a si mesmo terminologia religiosa, algumas vezes apela para a Bíblia como seu suporte (sempre que isto se ajusta aos seus propósitos), mantém diante dos homens ideais elevados, e é proclamado por pessoas que têm graduação em nossas instituições teológicas, e incontáveis multidões são atraídas e enganadas por ele.

O sucesso de um falsificador de moedas depende em grande medida de quão proximamente a falsificação lembra o artigo genuíno. A heresia não é uma total negação da verdade, mas sim, uma deturpação dela. Por isto é que uma meia verdade é sempre mais perigosa que uma completa mentira. É por isso que quando o Pai da Mentira assume o púlpito, não é seu costume claramente negar as verdades fundamentais do Cristianismo, antes ele tacitamente as reconhece, e então procede de modo a lhes dar uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não seria tão tolo de orgulhosamente anunciar sua descrença em um Deus pessoal; ele dá a Sua existência como certa, e então apresenta uma falsa descrição da Sua natureza. Ele anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, que as Escrituras claramente nos dizem que nós somos: “filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26), e que “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). E mais adiante, ele declara que Deus é por demais misericordioso para em algum momento enviar qualquer membro da raça humana no Inferno, mesmo havendo o próprio Deus dito que: “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Novamente, Satanás não seria tão tolo, a ponto de ignorar a figura central da história humana – o Senhor Jesus Cristo; ao contrário, seu evangelho O reconhece como sendo o melhor homem que já viveu. A atenção é então levada para os Seus feitos de compaixão e para as Suas obras de misericórdia, para a beleza de Seu caráter e a sublimidade de Seu ensino. Sua vida é elogiada, mas Sua morte vicária é ignorada, a importantíssima obra reconciliadora da cruz não é mencionada, enquanto Sua triunfante e corpórea ressurreição dos mortos é considerada como uma crendice de uma época de muita superstição. É um evangelho sem sangue, e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifesto em carne, mas meramente como o Homem Ideal.

Em II Coríntios 4:3 temos uma passagem que derrama muita luz sobre o nosso presente tema. Lá nos é dito que: “se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século [Satanás] cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Ele cega as mentes dos não crentes ao esconder a luz do Evangelho de Cristo, e faz isto substituindo-o pelo seu próprio evangelho. Apropriadamente ele é chamado de “o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Em meramente apelar para “o melhor que está no homem”, e ao simplesmente exortá-lo a “seguir uma vida de retidão” ele está criando uma plataforma genérica sobre a qual pessoas com qualquer matiz de opinião podem se unir e proclamar uma mensagem comum.

Novamente citando Provérbios 14:12 – “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Tem sido dito com considerável grau de verdade que o caminho para o Inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no Lago de Fogo que recomendaram suas vidas com boas intenções, decisões honestas e ideais elevados – aqueles que foram justos em seus procedimentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus caminhos; homens que se orgulharam da sua integridade, mas que buscaram justificar a si mesmos diante de Deus por sua própria justiça; homens que foram morais, misericordiosos e generosos, mas que nunca viram a si mesmos como culpados, perdidos, pecadores merecedores do inferno, necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”. Este é o caminho que recomenda a si mesmo à mente carnal e se faz atraente às multidões de iludidos dos dias atuais. A Ilusão do Diabo é que nós podemos ser salvos por nossas próprias obras, e justificados por nossos próprios feitos; enquanto que, Deus nos diz em Sua Palavra: “pela graça sois salvos, por meio da fé… Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. E também: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…”

Há alguns anos atrás, conheci um homem que era um pregador leigo e um entusiasmado “obreiro Cristão”. Por mais de sete anos este amigo esteve engajado na pregação pública e em atividades religiosas, mas com base em certas expressões e frases que usava, eu duvidava que este amigo fosse um homem renascido. Quando começamos a questioná-lo, descobrimos que ele foi muito mal instruído nas Escrituras e tinha somente uma vaga concepção da Obra de Cristo pelos pecadores. Por um tempo procuramos apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e a encorajar nosso amigo a estudar a Palavra por Ele mesmo, na esperança de que se ele estivesse ainda sem a salvação, Deus se agradaria em revelar o Salvador de que necessitava.

Uma noite, para nossa alegria, aquele que tinha pregado o Evangelho (?) por tantos anos, confessou que havia encontrado a Cristo na noite anterior. Ele admitiu (para usar suas próprias palavras) que estava apresentando um “Cristo ideal”, mas não o Cristo da Cruz. Acredito que haja milhares como este pregador, os quais, talvez, tenham crescido na Escola Dominical, foram instruídos sobre o nascimento, a vida, e os ensinos de Jesus Cristo, crêem na historicidade de Sua pessoa, intermitentemente se esforçam para praticar Seus preceitos, e pensam que isto é tudo o que é necessário para a sua salvação.

Frequentemente, estas pessoas quando atingem a maturidade vão para o mundo, e se deparam com o ataque dos ateístas e infiéis, e lhes é dito que uma pessoa tal qual Jesus de Nazaré nunca viveu. Mas, as impressões dos dias da mocidade não são facilmente apagadas, e eles permanecem firmes em sua declaração de que “crêem em Jesus Cristo”. Apesar disso, quando sua fé é examinada, muito frequentemente descobre-se que ainda que creiam em muitas coisas sobre Jesus Cristo, eles de fato não crêem Nele. Crêem com seu intelecto que tal pessoa viveu (e, porque crêem desta forma imaginam, então, que estão salvos), mas nunca baixaram as armas em sua luta contra Ele, rendendo-se a Ele, nem verdadeiramente creram com seu coração Nele.

A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas que cujo fim “são os caminhos da morte”, ou, em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.

E agora, onde você está? Você está no caminho “que parece direito”, mas que termina em morte; ou, está no Caminho Estreito que conduz à vida? Você realmente abandonou o Caminho Espaçoso que conduz à perdição? Tem o amor de Cristo criado, em seu coração, aversão e horror a tudo o que Lhe desagrada? Você está desejoso de que Ele possa “reinar sobre” você? (Lucas 19:14) Você está confiando inteiramente na justiça e no sangue de Cristo para a sua aceitação junto a Deus?

Aqueles que estão confiando em uma forma exterior de religiosidade, tal qual o batismo ou a “crisma” (confirmação), aqueles que são religiosos porque isto é considerado como uma marca de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma Igreja ou Congregação porque está na moda fazer isto; e, aqueles que se unem a algumas Denominações porque supõem que este seja um passo que os capacitará a se tornarem Cristãos, estão no caminho que “termina em morte” – morte espiritual e eterna. Mesmo sendo puros os nossos motivos, mesmo sendo nobres as nossas intenções, mesmo sendo bem intencionados os nossos propósitos, mesmo sendo sinceros os nossos esforços, Deus não nos reconhecerá como Seus filhos, até que aceitemos o Seu Filho, e vivamos a vida servindo-o e fazendo a sua vontade.

Uma forma ainda mais ilusória do Evangelho de Satanás está levando os pregadores a apresentar o sacrifício reconciliador de Cristo, e então dizer à sua audiência que tudo o que Deus requer deles é que “creiam” no Seu Filho. Por meio disto milhares de almas impenitentes são iludidas, e passam a pensar que foram salvas. Mas Cristo disse: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). “Arrepender-se” é odiar o pecado, entristecer-se por causa dele, e desviar-se dele. É o resultado do Espírito tornando o coração contrito diante de Deus. Nada, exceto um coração quebrantado pode crer de modo salvífico no Senhor Jesus Cristo.

Mais uma vez, milhares estão sendo enganados, ao serem levados a supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, sem primeiro O terem recebido como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio aqui para salvar Seu povo nos seus pecados, mas “dos seus pecados” (Mateus 1:21). Para ser salvo dos pecados, é preciso deixar de ignorar e de tentar despistar a autoridade de Deus, é abandonar o curso de vida de acordo com a própria vontade e a satisfação pessoal, é “deixar o nosso caminho” (Isaías 55:7). É nos render à autoridade de Deus, nos entregar ao Seu domínio, e ceder a nós mesmos para que sejamos controlados por Ele. Aquele que nunca tomou o jugo de Cristo sobre si, que não busca verdadeira e diligentemente agradá-Lo em todos os detalhes da vida, e ainda supõe que está “confiado na Obra Consumada de Cristo” está iludido pelo Diabo.

No sétimo capítulo de Mateus há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados do Evangelho de Cristo e da falsificação de Satanás. Primeiro, nos versos 13-14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Depois, nos versos 22-23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos [pregamos] nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Sim, meu caro leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo, ou mesmo pregar em seu nome, e também o mundo nos conhecer, e a Igreja nos conhecer, e ainda assim sermos desconhecidos ao Senhor! Quão necessário é então descobrir onde nós estamos; examinar a nós mesmos e ver se nós estamos na fé; medir a nós mesmos pela Palavra de Deus e ver se estamos sendo enganados por nosso astuto Inimigo, descobrir se estamos construindo nossa casa sobre a areia, ou se ela está erigida sobre a Rocha que é Jesus Cristo.

A.W. Pink

Fonte: http://www.luz.eti.br – Título original, “ Outro Evangelho”; Editora Fiel, uma parte da série, “Fé Para Hoje”. Tradução, Walter Andrade Campelo.

E-mail para o Apostolo Paulo

1 nov

 

Amado apóstolo:

Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou a própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.

Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.

Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a “raiz de todos os males”[2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a “solução” de todos os males.

Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram “fracos… desprezíveis… espetáculo para os homens… loucos… sem morada certa… injuriados… lixo e escória” [3]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.

Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da “Graça” e da “liberdade que temos em Cristo” [4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à “teologia da retribuição” da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.

Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você. A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.

Você dizia que por amor de Cristo perdeu “todas as cousas” considerando-as refugo [9]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: “Restitui, quero de volta o que é meu!”.

Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo….

Admiro sua coragem por ter expulsado um “espírito adivinhador” daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado a prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.

Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras “todos os dias para ver se as coisas são de fato assim”[12].

Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse “o dom de Deus” que havia nele [13]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma “nova unção” para quem fraqueja. Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!

Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal…. as coisas mudaram: culto agora é como fosse um show, a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.

O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé “por obedecerem a espíritos enganadores” [14]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.

Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.

 QUE O NOME DE CRISTO SEJA LOUVADO!!!!

 

PERGUNTAS FEITAS PARA O DIABO…. (PARA REFLETIR)

1 nov

QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 coríntios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

MEDITE NESSA MENSAGEM. VEJAM QUE FOI ELABORADA COM BASE NOS VERSÍCULOS BÍBLICOS, POR ISSO É UMA ILUSTRAÇÃO DA MAIS PURA VERDADE.

“COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO: HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES.” HEBREUS 3:7,8

 

O sistema mundano e a Igreja

24 out

Extraído do livro “Vida em um plano mais alto”, Ruth Paxson (1876-1949), Editora dos Clássicos.

Satanás tem um propósito, um projeto e um programa. Seu propósito é “ser igual ao Altíssimo”, seu projeto é estabelecer um reino em oposição ao Reino de Deus, seu programa é melhorar as condições do mundo e as circunstâncias da humanidade de modo que os homens estejam satisfeitos em permanecer como seus súditos e não tenham desejo pelo Reino de Deus.

Satanás tem sido representado na maioria das literaturas do mundo como o espírito maligno do inferno. Ele tem sido caracterizado como uma abominável criatura com chifres e cascos, revelando em tudo isso que era cruel, depravado e sujo. Mas ele é exatamente o oposto de tudo isso. Ele nunca quis ser o deus do inferno, mas o Deus nos céus. Foi o julgamento de Deus sobre sua rebelião que o fez rei do mais profundo abismo. Ele é o inspirador dos mais altos padrões desse ímpio e auto-suficiente mundo da raça humana. Seu propósito era e ainda é: ser e fazer sempre o que Deus faz. Vamos sempre ter em mente que o propósito de Satanás era destronar Deus em seu universo e nos corações dos homens e então tomar Seu lugar. Para ter sucesso na sua tentativa Satanás não deve tentar ser diferente de Deus, mas como Deus. Para inclinar os corações dos homens para ele mesmo como um soberano e atrair seus corações para ele em adoração ele precisa imitar a Deus. Para anular a obra de Cristo Satanás precisa falsificá-la o máximo possível.

Seu projeto está alinhado com seu propósito. Ele deixaria sua posição de subordinado no Reino de Deus e estabeleceria seu próprio reino. Seu fundamento seria o eu (ego). Vontade própria, amor-próprio, interesse próprio e suficiência própria constituiriam sua pedra de esquina. A ilegalidade, a revolta contra o senhorio de Deus, a irreverência, a recusa em adorar a Deus seriam a sua superestrutura.

Satanás sabia que tal projeto teria de ser protegido por um programa inteligente. Nem mesmo o homem natural se submeteria conscientemente à soberania de Satanás ou se prostraria e o adoraria. Por isso o programa de Satanás desde o princípio tem sido a ilusão. Ele tem procurado manter o homem natural satisfeito consigo mesmo e com o mundo em que ele vive. Isto não é uma tarefa fácil como ela parece ser. O espírito do homem nunca pode estar satisfeito a não ser em Deus, de quem ele veio e para quem ele foi criado. Algo no pior dos homens, em algum momento e sob algumas circunstâncias, clama por Deus. O homem vive e labuta com suor, sofrimento e dor. Seu espírito, alma e corpo clamam pro libertação da carga de intolerância.

À luz desse conhecimento Satanás armou um programa inteligente. Ele uniu todos os seus súditos e uma enorme federação mundial para a reforma e melhoria do mundo. Isto seria alcançado através de um plano cuidadosamente elaborado para a promoção da educação, cultura, moralidade e paz sobre a terra. Os relacionamentos humanos – internacional, civil, social, familiar e pessoal – estão inegavelmente em uma terrível confusão, mas através de conferências de paz, alianças de nações e organismos internacionais os desajustes poderiam ser corrigidos; através dos movimentos de educação em massa e programas de serviço social surgiria um novo pensamento que promovesse a autocultura e a auto-repressão, a guerra civil dentro da própria personalidade do homem teria fim, resolvendo todos os conflitos.

Seu programa precisa prover a perfeita satisfação da alma e do corpo do homem para que seu espírito possa ser mantido em trevas. Assim seu programa inclui todas as coisas concebíveis que possam servir para recreação, conforto, benefício e satisfação no âmbito físico, intelectual, afetivo, estético, moral e até mesmo na natureza religiosa do homem.

A terra está amaldiçoada, mas Satanás precisa fazer o que puder para remover [ou camuflar] os efeitos da maldição. O homem nunca estará satisfeito a menos que a terra seja o mais confortável e prazeroso lugar de se viver. Desse modo, o plano de Satanás é tornar este mundo muito atrativo e então organizar a sociedade humana para que possa estar tão ocupada com suas atividades e prazeres que os homens não pensarão em Deus. Satanás dopa o homem com o palpável e transitório e assim os separará do celestial e eterno.

Esta vasta federação de espíritos malignos e homens maus está organizada em um sistema astuto do qual Satanás é o espírito governante. Ele determinou seus princípios, dirige suas políticas, decide sobre seu programa e trama sua propaganda. Esse sistema satânico é o mundo. A Palavra de Deus resume tudo em uma frase: “o mundo jaz no maligno” (I Jo 5:19). [Satanás governa o comércio, a ciência, a educação, as artes, a justiça, a política e todas as demais manifestações do sistema do mundo. Todos esses sistemas trabalham em prol do ápice do reino de Satanás] 

A atitude desse sistema, o mundo, para com Jesus, é um ódio absoluto. [O sistema mundano incentiva qualquer religiosidade, desde que ela retire Jesus de sua posição de Senhor. Não se opõe quando os homens fazem isto com palavras vazias, mas quando o Senhorio de Cristo torna-se uma prática na vida do homem. Se alguém vive sob o senhorio de Cristo, o mundo torna-se seu inimigo declarado.] 

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” (João 15: 18-19)

“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17: 14-16)

“Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (I João 2: 15-17)

O propósito de Deus em Cristo é chamar os homens para fora do mundo; para libertá-los do amor por ele, para crucificá-los para o mundo e o mundo para eles.

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. (Gal. 6:14);

Do ponto de vista de Deus o mundo e a Igreja são totalmente opostos. O mundo é uma vasta organização de toda a massa de seres humanos incrédulos que estão debaixo da liderança de Satanás. [Muitos deles se dizem seguidores de Jesus (Mat. 7:21-23)] . A Igreja é um organismo invisível de todos os verdadeiros crentes que estão debaixo do Cabeça, Cristo. [A Igreja não é uma instituição humana. Do ponto de vista humano ela é invisível. Seus membros estão arrolados nos Céus e não nos livros dos homens (Heb. 12:23)] Estes dois estão em conflito na Terra e se opõem um ao outro. Quando o trabalho da Igreja estiver completado, Jesus virá outra vez para tomar Sua propriedade para Si mesmo e estabelecer seu Reino sobre a Terra. Satanás será julgado e lançado no lago de fogo e enxofre e viverá uma eternidade sob tormento, juntamente com todos que fizeram parte de seu reino. Aos que viveram sob o senhorio de Jesus, herdarão uma eternidade em que Deus será tudo em todos.

Nota: As observações em [ ... ] são de autoria do site.

O cristão e a proposta do mundo

24 out

Satanás, de forma obstinada, sempre trabalha para impedir o testemunho do povo de Deus.
Transformou-os em escravos de Faraó no Egito, que tipifica a opressão do mundo e de seu príncipe.
Deu-lhes muitas ocupações para que não tivessem tempo para comunhão com Deus.
Rugiu ferozmente quando Moisés anunciou o resgate que Deus operaria… e aumentou a opressão.
Sabendo que não podia lutar contra Deus, usou Janes e Jambres para imitarem os sinais divinos.
Para que, através da confusão, pudesse impedir o avanço da obra do Senhor.
Imitou por algumas vezes, mas falhou quando a essência da autoridade divina era exigida.
E seus servos exclamaram: “Isto é o dedo de Deus” (Ex. 8: 16-19). 

Obstinado, passou a permitir que o povo adorasse a Deus, desde que este ficasse no Egito (Ex: 8:25). 
Opondo-se a uma separação entre o povo de Deus e o mundo. Uma tática eficaz para seus projetos.
Depois tentou conciliar, permitindo que o povo saísse, desde que não fosse longe (Ex. 8:28).
Ao ver-se acuado, passou a exigir que os filhos ficassem no Egito (Ex. 10: 8-9).
E ainda que o povo fosse, mas que seus bens ficassem no Egito, a serviço de Faraó (Ex. 10:24).
Mas o chamado de Deus foi claro: Um caminho de três dias para longe do Egito (Ex. 3:18).
A travessia do Mar Vermelho, num claro rompimento com tudo que pertencesse ao Egito.
O caminho pelo deserto, onde Deus seria tudo em todos. E o destino? Além do Jordão… Canaã. 

Três mil anos se passaram, mas Satanás usa as mesmas armas… agora contra o Corpo de Cristo na terra.
Mas o propósito de Deus é o mesmo: Um povo seu… separado… santo…(I Pe 2: 9; II Cor 6:17) 
Satanás usa o mundo para sufocar o tempo e os valores de quem professa seguir a Cristo.
Fazendo com que muitos sejam cristãos de mente e pagãos de comportamento.
Aquele que segue a Cristo está morto para o mundo e o mundo morto para ele (Gal. 6:14).
O mundo escolheu a Barrabás e mandou Jesus à Cruz…e oferece o mesmo a quem, de fato, segue a Cristo.
O cristão mostra-se infiel a Cristo na mesma proporção que tem comunhão com o mundo.
A sensibilidade viva da natureza divina, presente em seus servos, recua perante a manifestação das trevas.
O mundo é tudo aquilo que não é do Pai (I João 2: 15-17). 

O recurso usado pelos magos do Egito, a imitação, é, ainda hoje, uma das armas mais eficazes de Satanás.
Formando um batalhão de pessoas professando fé, mas com práticas traidoras ao Evangelho.
Cheios de doutrinas, “tendo aparência de piedade, mas negando sua eficácia” (II Tim 3:5).
“Que aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.” (II Tim 3:7).
“E como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade… 
sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (II Tim 3:8).
Transitando no meio da igreja, convencem a muitos que não é necessário ir muito longe do mundo…
Tentando servir a dois reinos, são mestres que encontram muitos para lhes dar ouvidos (II Tim 4:3)…
Normalmente seus filhos não escapam das garras do inferno e seus bens servem para nutrir o reino inimigo. 

Se não estamos dispostos a ir longe, é melhor não partirmos. A saudade do Egito virá (Num. 11: 4-5).
E o maná do céu (Jesus) nunca nos satisfará plenamente (Num. 11: 6).
Satanás obteve forte êxito em aliciar as multidões professas.
O cristianismo atual reflete a realidade do sentido da palavra Laodicéia, que é “a opinião da maioria”…
Ou a de Pérgamo, que é “casamento com o mundo”.
Mas o Senhor tem reservado um povo assentado nas regiões celestiais em Cristo (Ef. 2:6)…
Que ama e busca as coisas do alto e rejeitam as que são da terra (Col. 3: 1-2)…
Que está com suas lâmpadas acesas aguardando a volta do noivo. Aleluia! 

Este texto foi inspirado no livro “Notas sobre o pentateuco, Estudos sobre o livro de Êxodo, C H Mackintosh, Edt. Depósito de Literatura Cristã”.

A cruz: Um estilo de vida

24 out

Este texto abaixo foi sintetizado de um escrito de Madame Guyon, por volta do ano de 1685.
Esta mulher teve uma vida de muitos e terríveis sofrimentos, mas deixou um legado de fé, dependência e amor profundo pelo Senhor.
Ao Meditar nessas palavras, é fácil relacioná-las com muitos textos bíblicos, bem conhecidos de todos nós.

Se você está empenhado em seguir em direção às regiões celestiais…
Precisa saber que tempos de sequidão o esperam.
Seja paciente nos tempos de aridez…
Permita as transformações que Deus deseja operar em você.
Que faria você se Ele te pedir para que gaste sua vida a esperá-lo?
Como se conduziria se este for o quinhão que o Senhor tem para o resto de sua vida.
Espereria Nele em um espírito humilde?

Você precisa crer que todas as circunstâncias de sua vida…
Tudo, sim, o que quer que lhe aconteça (exceto as colheitas da desobediência)…
É exatamente aquilo que você necessita.
Uma vez que creia nisto…
Receberá com gratidão todas as coisas.
Uma vez tenha feito esta doação de si mesmo, não poderá tomar de volta.
Uma dádiva presenteada não mais pertence ao doador.

Uma vez alcançado isto, precisa continuar firme e inabalável.
Uma coisa é chegar a este ponto; outra é permanecer nele.
Não ouça a voz de seu raciocício natural.
O Senhor te dará graça para permanecer assim!
Expulsando todos os cuidados!
Pondo de lado seus desejos!
Perdendo sua própria vontade na vontade de Deus.
Mergulhando nas profundezas da vontade divina e ficando retida aí para sempre.
Ficando indiferente para consigo próprio.

O resultado dessa atitude trará a um ponto maravilhoso.
Você se tornará livre para unir-se à vontade de Deus.
Você desejará somente o que Ele deseja desde a eternidade!
Esquecerá seu passado e deixará seu futuro nas mãos divinas.
Devotando todo seu presente ao Senhor.
Tendo um gozo por ter o plano eterno de Deus em você.

O Senhor Jesus amou a Seu Pai no Monte Tabor, onde foi transfigurado.
Mas o amou também no Calvário, onde foi crucificado.
Você precisa aprender a amar a cruz.
Quem não ama a cruz, não ama a Deus.
É impossível amar ao Senhor sem amar a cruz.
Deus nos da a cruz, e então, a cruz nos dá a Deus.

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MADAME GUYON (1648-1717)

Jeanne-Marie Bouvier de la Motte-Guyon nasceu na França, em 1648, e foi educada em conventos e desde pequena demonstrou desejo de ser fiel ao Senhor. Mas, por ser muito bonita e por ser atraída pelo mundo, muitas vezes esqueceu suas promessas de fidelidade a Jesus.
Casou-se com um homem inválido, 22 anos mais velho que ela, em 1664. Isso levou-a a buscar comunhão íntima com Deus. Em 1668, teve a plena experiência do amor de Cristo. Depois disso perdeu o interesse pelas coisas mundanas e gastava seu tempo em oração. Em 1970, foi vítima da forma mais virulenta de varíola, que destruiu sua beleza. “Mas a devastação exterior foi contrabalançada pela paz interior”, ela testemunhou.Até 1676, sofreu a perda de filhos, do marido, do pai e de uma grande amiga. Porém, tudo isso serviu apenas para que ela aprofundasse sua experiência com Deus. De 1674 a 1680 ela perdeu a presença de Deus, aprendendo, então, a andar por fé, não por sentimentos. Após isso, levou muitos à regeneração e a experiência da “morte do ego”. O grande número de pessoas que, após ter contato com Madame Guyon, deixaram o mundanismo, o pecado e se consagraram a Deus despertou o ciúme de líderes católicos e mestres mundanos, que passaram a perseguir Guyon, Fénelon e La Combe, membros do clero católico que receberam sua ajuda.Embora muito popular e admirada por muitos membros influentes na corte seus pontos de vista logo foram suspeitos de heresia, foi consequentemente, perseguida e aprisionada várias vezes. Manteve uma enorme correspondência e seus trabalhos preencheram quarenta volumes. Seus escritos mais famosos foram Um Método Muito Curto e Fácil de Orar e sua Autobiografia.Foi denunciada como perigosa e seguidora de Molinos (aprisionado na mesma época, por escritos similares). Em conseqüência, foi presa e permaneceu na prisão por meses. O rei Luís XIV pediu pessoalmente ao Bispo Bossuet, o maior e mais famoso eclesiástico da França, que a examinasse. Este “exame” se transformou numa inquisição mental. Bossuet, a mente mais poderosa da França, achava estar lidando com uma mulher tola. Bossuet encontrou uma pessoa à sua altura, ou até melhor que ele. As conclusões de Bossuet a respeito desta mulher “perigosa” levaram Luís XIV a prender Jeanne Guyon, sem ao menos inquiri-la ou notificá-la a respeito. Mesmo com seu escritos condenados pelo alto clero católico, Madame Guyon continuou seus ensinamentos e por isso foi detida quatro vezes, a última das quais por quatro anos (1694-1702). Escreveu cerca de sessenta obras e compôs poemas e hinos como: “Eu amo o Senhor, mas não com meu amor” e “Longo mergulho na Aflição”. Escreveu cartas para católicos e protestantes na França, Holanda, Alemanha e Inglaterra.

Em 1702 foi banida para Blois, onde passou o resto da sua vida a serviço do Senhor. Em 1717, aos 69 anos, faleceu, em perfeita paz.

Seus escritos como “Torrentes Espirituais”, “Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo” e “Experimentando Deus através da Oração”, cheios de realidade espiritual, influenciaram grandemente homens como o Arcebispo Fénelon, John Wesley e Watchman Nee.

Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.

Sua autobiografia, escrita especialmente para atender à insistência de seu mentor, o padre La Combe, é notoriamente reconhecida como um dos maiores clássicos cristãos. Em vários livros encontramos menções dispersas desta autobiografia e de seus escritos, tentando resumir sua vida e obra.

Como ela ressaltou: “Espero que o que escrevo não seja visto por ninguém que possa ofender-se com isso, ou que não esteja em condição de ver estes assuntos em Deus”.

PENSAMENTOS DE MADAME GUYON

“A maioria dos cristãos não percebe que é chamada para uma relação mais profunda, interior, com o seu Senhor. Mas todos nós fomos chamados às profundezas de Cristo, tão certo como fomos chamados para a salvação”.

“A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí, a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo ai ,a torrente não torna-se totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus.”

“Ao aproximar-se do Senhor, em oração, tenha o coração pleno de amor puro, um amor que nada procura para si próprio. Tenha um coração que nada retira do Senhor, mas que apenas quer agradá-Lo e fazer a sua vontade.”

“Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença.”

“Ó, que tu possas compreender a profundidade deste mistério e aprender os segredos da conduta de Deus, revelados às criancinhas, mas ocultos aos sábios e grandes deste mundo, que se consideram os conselheiros do Senhor, e capazes de investigar Seus métodos, e supõem que obtiveram essa divina sabedoria, oculta aos olhos de todos aqueles que vivem em si mesmos e estão envoltos em suas próprias obras. Quem, por um vivo engenho e elevadas faculdades, sobe ao Céu e pensa compreender a altura, profundidade e largura de Deus?”

“Ó Tu, Manancial de Amor! Pareces de fato tão zeloso pela salvação dos que tens comprado que preferes o pecador ao justo! O pobre pecador, que se vê vil e miserável, é, por assim dizer, forçado a detestar-se a si mesmo; e, vendo que seu estado é tão horrível, ele se lança, em seu desespero, nos braços de seu Salvador, mergulha na fonte de cura e sai dela ‘branco como a neve'”.

“Jesus Cristo foi o primeiro a entrar nessa experiência. Foi o Chefe de todos os abandonados, mas não esteve isento do cativeiro. Portanto, é impossível que tu estejas isento. Lembra-te sempre de que agradou-Lhe sair de todos os deleites que estavam ocultos no seio de Seu Pai para fazer-se o mais cativo de todos os homens. Lembra-te também que faz muito tempo que os patriarcas hebreus seguiram a mesma senda. Alegria, deleites… e cativeiro! Os primeiros crentes da nova aliança vieram e seguiram a ordem dos patriarcas e de seu Modelo divino, Jesus Cristo. Mas tu perguntarás: “Por que todos temos de passar por esse caminho? É para que todos cheguemos ao ponto da infelicidade?” Claro que não. O gozo é uma promessa na terra de Abraão, uma terra que está lá, além do cativeiro. Que terra é essa? Essa terra é possuir a Deus! Mas, ah, quanto há por fazer a fim de possuir essa terra! Há sofrimento que temos de conhecer!”

“Não se diz que não haja que atuar, senão que há que atuar em dependência do movimento da graça; a alma deve deixar-se mover pelo Espírito vivificante que há nela”.

“Não se trata de apartar-se do mundo, há que apartar-se de si mesmo”.

“Há que deixar que os homens pensem de nós o que queiram; não há que agradar os homens, senão a Deus”.

“A paz com Deus só pode ser perfeita mediante a total renúncia. Esta paz nos dá paz conosco mesmo e com o próximo”.

“A oração é o alimento da alma; quando nos privamos dela por nossa culpa, nos fazemos padecer fome a nós mesmos”.

“Sou um passarinho, sem campos, sem ar
Na minha gaiola sento-me a cantar
Para Quem aqui me aprisionou.
Bem satisfeito prisioneiro sou
E assim, meu Deus, quero Te agradar.

Aqui, nada tendo para realizar,
Todo o longo dia só posso cantar.
As minhas asas Ele amarrou,
Mas o meu canto muito O agradou,
Ainda Se curva pra me escutar.

Tu tens paciência para me escutar,
E um coração pronto para a mim amar.
Gostas de ouvir meu rude louvor
Pois sabes que o amor, quão doce amor!
Inspira todo esse meu cantar.

Preso na gaiola não posso sair,
Mas minha prisão não pode me impedir
A liberdade do coração
Que sempre voa em Tua direção,
Minh´alma livre, a Ti vai se unir.

Oh! Que gozo imenso poder me elevar
Para as alturas a Ti contemplar.
Tua vontade e desígnio amar
Minha alegria neles encontrar,
Livre, em Teus braços me aconchegar”.

A Noiva e o Amado

24 out

Por: Rei Eterno

E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.
Apoc. 21: 1-4

Eu…
Quem era eu?
Bem, eu estava perdida, ferida e suja.
Não havia em mim nada de bom, nenhuma justiça, qualquer razão para que Ele olhasse para mim.
Mas…
Ele me olhou e me amou com amor eterno. E esse amor o fez vir ao meu encontro, desceu ao meu mundo, ao mundo que Ele criou, mas que não o conheceu.
Esse amor o fez dar a própria vida por mim.
No início… Bem, no início fui atraída por suas palavras. Elas me consolavam e me transmitiam vida. Percebi o quanto estava morta.
Pensava, então, o que Ele viu em mim? Na verdade, Ele não viu nenhuma pureza, nenhum traço de santidade.
Não conseguia compreender este amor, a sua altura e profundidade. Mas este amor me faz amá-lo. Entendi que Ele me amou primeiro.
Esse amor me fez desejar servi-lo e agradá-lo.
Abandonei a minha velha vida, os meus pecados confessei e lhe supliquei o perdão.
Ele me falou de uma cruz. Disse que havia uma reservada para mim e que eu devia tomá-la voluntariamente e nela morrer.
Ele me perdoou, deu-me uma nova vida, vestiu-me com vestes brancas lavadas em seu próprio sangue. Colocou dentro de mim um novo coração.
Fez comigo uma aliança.
O seu pedido de casamento foi escrito com sangue gravado em um madeiro.
Eu lhe disse sim.
Mas, então, Ele se ausentou.
Disse que voltaria depois.
Chegaria no dia casamento.
Eu me entristeci. Disse a Ele: Quem irá me consolar, Amado de minha alma?
Ele enviou um amigo a quem chamou de Outro Consolador.
Em pouco tempo aquele Consolador passou a ser meu amigo também.
Na longa espera por meu Amado, o Consolador muitas vezes me animou, enxugou minha lágrimas, deu-me coragem para enfrentar as lutas e forças para esperar por meu Amado.
O Consolador revela ao meu coração a vontade de meu Amado e me capacita a cumprir esta vontade.
Ele é, sem dúvida, um grande amigo.
Na longa espera pelo meu Amado, o mundo tem se levantado contra mim, na tentativa de me fazer desistir de esperá-lo.
Com o passar do tempo, outras surgiram dizendo-se noivas do meu Amado. Fiquei confusa. Poderia meu Amado casar-se com outra?
Mas Ele me consolou…
– Amada minha, nunca te deixarei, nem te abandonarei, nem me confundirei, pois tu és a única vestida de vestes brancas de linho puro (Apoc. 19: 7-9); tu não possuis rugas, qualquer mácula ou coisa semelhante (Ef. 5:27). E tu, ó amada, és a única que anseia por minha volta. Tu és aquela que sempre me diz: vem !! (Apoc. 22:17)
Ao ouvir estas palavras, meu coração ficou em paz.
Enquanto ainda espero pelo meu Amado, vou sendo adornada, preparada para o grande dia: As bodas do Cordeiro. Dia em que verei a face do meu Amado e estarei com Ele por toda eternidade, louvando-o com todo meu amor.
Quem sou eu?
Sou a noiva.
Hoje me chamam de Igreja.
“Sou do meu Amado e meu Amado é meu”
Sou a noiva a espera do Amado.

“E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia:
Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 
E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. 
E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”. 
Apoc. 19: 5-9

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